segunda-feira, 28 de maio de 2018

Desligar para activar: InnSaei

Olá a todos! 

O mundo existe, hoje em dia, a uma velocidade estonteante, com todas as ferramentas e actividades que temos disponíveis. Temos de parar e de fazer um esforço real se pretendermos saltar fora deste carrossel hiperactivo e ter um momento de calma. Já para termos um momento de paz interior, temos de fazer mais do que isso. 

Vi, recentemente, um documentário que venho hoje sugerir que vejam: o InnSaei! É uma hora do vosso tempo que, bem interpretada, valerá como muito mais horas de tempo de qualidade com vocês mesmos e com as pessoas que vos rodeiam. 

É a história de uma pessoa que se esgota num quotidiano vivido em piloto automático, sempre seguindo a lógica e a racionalidade de uma vida activa de trabalho. Interrompendo-se este ciclo de forma abrupta e forçosa, opta por descobrir como entrou em burn out, percebendo que vivemos submersos no mundo que criamos, em vez de atentarmos no mundo à nossa volta. Não usufruímos de experiências sensoriais, apenas de comandos seguidos uns aos outros, e, na busca incessante de prazer, anulamos a possibilidade de isso acontecer em pleno.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A vida vai torta... Jamais se endireita

Olá a todos!

Em dia de manifestação internacional pelos direitos e melhoria das condições de trabalho, numa união coesa de respeito por todos nós, retomamos a partilha, rumo a um nós mais realizado. Para que consigamos lutar, em amplitude, por melhores condições laborais, ajuda sentirmo-nos aptos, em todas as nossas esferas. A estabilidade e a motivação devem iniciar-se dentro de nós, nesse imenso local que nos confere energia e faculdade de operarmos sobre o que queremos e merecemos. Em dia de luta, vejamos como obter vitalidade mental e física, através da consideração até pelos nossos dias mais tortos.

Todos nós temos momentos. Momentos bons, menos bons ou até em momentos que nem conseguimos perceber como estamos. A vida é um autêntico desafio, repleto de outros tantos desafios, que nos brindam com situações delicadas, assustadoras dúvidas e espantosos sucessos ou surpresas. No quotidiano, escolhemos mais as nossas armas, do que a luta onde nos encontramos. Não pretendo dar aqui uma conotação negativa aos alcances que podemos atingir, uso estes termos no sentido de força, de empenho, de trabalho para obter o que acreditamos ou queremos. Quando nascemos, temos o desafio de aprender a ser, em adolescentes, suspeitamos se ainda nos falta aprender algo, em adultos percebemos o quanto ainda nos falta aprender e na idade avançada compreendemos que talvez possamos usar o que sabemos, de diferentes formas. A vida ajuda-nos a alcançar novas perspectivas, este é um dos super poderes que mais aprecio e valorizo no ser humano. É ele que nos leva a sentir empatia, a aproximarmo-nos dos outros e a sentirmo-nos compreendidos e mais felizes e serenos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Todo o tempo do mundo, para ti

Olá a todos!

Leio, frequentemente, o mesmo através de livros, artigos e qualquer linha que caia sobre o tema de ser feliz em casal: importa passar tempo de qualidade juntos. Contudo, andamos perdidos num quotidiano que mal nos deixa tempo para inspirar fundo e cheirar as flores, relaxar em frente a um filme interessante, fazer exercício físico, convidar amigos para jantar, levar os miúdos aquela actividade tão interessante, ufa... Na realidade, como é que vamos conseguir encaixar tempo para investir um no outro, conseguir o tal "tempo de qualidade"? Mesmo que se consiga, o que é que fazemos ao certo com ele? Tem de ser um super encontro semanal? Uma escapadinha romântica mensal? Ou um gesto arrebatador a cada trimestre? E a energia... o dinheiro... a motivação para embustes amorosos que, a sermos honestos, pouco acrescentam à relação, a longo prazo...

Na realidade, pode parecer que advogo contra esse mesmo tempo de qualidade contudo garanto que isso não é verdade.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dar e receber devia ser a nossa forma de viver

Olá a todos!

Estamos plenamente inseridos na época mais luminosa do ano. Sempre imbuídos de um espírito festivo, conseguimos dividir esta época em dois momentos. A primeira fase, o Natal, tem um sabor agridoce, em que tudo é intenso. Sentimos a vontade de estar com quem se gosta e a vontade de conseguir passar dias a fio sem conflitos, o empenho de oferecer prendas e o mesmo empenho em não se enfiar em superfícies comerciais atafulhadas em cansaço e pressa, o querer comer fartamente e a exigência de não ter consequências de excessos, o desejo de ter tudo pronto a tempo, em simultâneo com o desejo de, simplesmente, esparramar-se num sofá quente a olhar para ontem, um amor a esta fase de fraternidade misturada com umas saudades paralisantes de quem já não podemos dar a mão. É uma fase que nos brinda com sentimentos muito ambivalentes. Como, surpreendentemente, conseguimos fazer um pouco de tudo e um pouco de nada, a verdade é que

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sim, aceito ser feliz (até que a preguiça nos separe)

Olá a todos!

O Relatório Mundial da Felicidade de 2017 indica que Portugal, este país à beira mar plantado, encontra-se na 89ª posição de entre os países mais felizes. Curiosidades complementares a este estudo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 193 países. Nesta contabilização existem alguns senãos ausentes, como a Gronelândia, pertencente à Dinamarca, a República da China ou até países observadores, como o Vaticano ou a Palestina (vamos esperar que o segredo da felicidade não se encerre nestas ausências). Este estudo é feito com aproximadamente 3000 respondentes e 155 países. A Noruega surge como líder, seguida pela Dinamarca (a quem destronou) e a Islândia encerra este pódio da felicidade, sendo que os países nórdicos ocupam cinco das dez primeiras posições. Os países menos felizes são Ruanda, Síria, Tanzânia, Burindi e, por último, República Africana Central. Estas opções não surpreendem, já que, tendencialmente, são locais que passaram por guerra, desastres naturais e dificuldades sociais.

"Os países mais felizes são aqueles e em que há um equilíbrio saudável 
na prosperidade e um alto capital social, o que leva a uma confiança 
na sociedade, baixos níveis de desigualdade e confiança no governo". 


Factores do estudo que determinam a felicidade
ü  PIB per capita, ie, a riqueza por pessoa
ü  Expectativa de anos de vida saudável
ü  Suporte social
ü  Percepção de ausência de corrupção 
ü  Liberdade para tomar decisões 
ü  Generosidade


Esta análise permite ver que, ao nível pessoal, a forma a aumentar a nossa felicidade passa por:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Texto autocentrado, com pretensões de heteroreflexão!

Olá a todos!

Ponderei muito sobre partilhar este tema ou não. Porque este tema sou eu. No entanto, quando a informação que temos pode ser uma linha orientadora para convidar à reflexão, porque não? Somos feitos de limites e de barreiras, bem necessários e construtivos, mas importa que, dentro desses traços haja espaço para respeito, partilha, liberdade e amor. Tentarei escrever com esta máxima em mente porque tento viver assim desde que me lembro de ser gente (e a minha memória tem dias bons, como alguns de vocês saberão!).

Recentemente, fui obrigada a ausentar-me do trabalho clínico, durante mais de dois meses. Desde há  (bem...) mais de uma década que não me lembro de isto ocorrer. Mesmo durante o último ano de faculdade, já tinha iniciado consultas, acompanhadas, como uma estagiária bem-comportadinha, mas sempre com muito empenho. Desde aí até ao dia de hoje, que tenho muita dificuldade em pausar o trabalho. Como é que se pausa o acompanhamento a pessoas que nos entregam um pedacinho de si mesmas e o deixam a marinar dentro da nossa preocupação e afectos? Claramente, escapou-se-me isto durante o curso. Sou de

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber.

Olá a todos!

Então consta por aí que procuramos ser felizes. Que é o epítome dos nossos desejos. De preferência sem grande esforço. Más notícias... A dura verdade é que, se desejamos uma vida plena, saudável, equilibrada e feliz, vamos ter de investir nuns quantos objectivos. Salvaguardo que o conceito de felicidade, amplamente estudado e atafulhado em teorias fundamentais sobre como atingir o nirvana no mesmo, é muito volátil. Não apenas no tempo, oscila mais do que um mar revolto, mas também no que significa para cada um de nós. Tenhamos isso em conta, respeitemo-nos e não vamos regredir na história, fazendo dieta para cabermos em rótulos, magrinhos e pobres de espírito. Cada um saberá investir no que o faz feliz. E ainda bem!

Existe aqui um ponto que não podemos descurar. A felicidade não depende do que nos acontece mas  sim da forma como a percepcionamos. Por mais que torça o nariz ao ler esta afirmação, supondo que, num ou noutro momento, não será assim, eu garanto que o é e que este texto vai provar isso mesmo. Mais ainda,  estou tão confiante que iremos concordar em absoluto sobre este tema, que deixo prometido o seguinte: brevemente, partilharei também algumas estratégias que permitam estruturar o nosso dia de uma forma produtivamente feliz, incluindo estrategicamente actividades que nos tragam bem-estar e percepções positivas!

Há dias estava a fazer uma coisa que me faz feliz, que é desenvolver mais a empatia, através do estudo de casos cinematograficamente expostos (que é como quem arranja uma desculpa profissional para ver séries) e deparei-me com a seguinte situação:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sexo? Sim, muito e com saúde, por favor!

Olá a todos!

Em Dia Mundial da Saúde Sexual, é bom ponderar se estamos a investir, saudavelmente, em todos os aspectos da nossa vida. A sexualidade engloba diversos objectivos e finalidades, valências, desejos, formas e feitios, modalidades e experiências e, não obstante, culmina em ser um acto de prazer.

Em destaque, é um comportamento associado à autodescoberta, ao eroticismo, ao vínculo, à reprodução, à intimidade, ao lazer, ao desejo de sentir e de ser física e emocionalmente estimulado. Importa manter uma sexualidade com saúde, respeito, aceitação, curiosidade, protecção, divertimento e a gosto!

Assim, em jeito de aprender sempre mais e melhor e mantendo activo o desejo de saber e de praticar, aqui fica um video sobre uma das etapas do bem-estar sexual, o orgasmo: 





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quero viver num parque de ratos

Olá a todos!

Foram vocês que pediram mais um vídeo recomendado? Aqui fica um sobre dependência, sobre vínculo, sobre como sermos felizes.

Este vídeo, para o qual, lamentavelmente, não encontro legendas em português, é uma pequena apresentação de uma visão distinta sobre a adicção. Habitualmente, a dependência é vista como uma doença que necessita de tratamento e que contamina as relações. Mas e se, na realidade, o inverso tiver uma influência significativa?



Eu explico. Aqui vemos como a ligação entre os seres humanos é saudável e desejada, elucida algumas das formas em que se manifesta e quais as consequências delas.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Há uma altura em que podemos dizer nunca e sempre

Olá a todos!

Estamos numa altura do ano que, geralmente, é muito dura para quem já viu partir pessoas que ama. A luminosidade diminui, o ar está sempre molhado, a alma fica um pouco mais pesada. Novembro irrompe de imediato ao dia 1, como uma chapada intensa bem no centro da nossa realidade. Sejamos ou não religiosos, existe um ritual que, inevitavelmente, assistimos repetido pelas ruas, através do qual somos remetidos para a perda. 


Podemos gerir esta dor do luto de forma construtiva? Sim, nós perdemos, porque ganhamos.

Então vejamos como. 

Nick Cave, a propósito da esmagadora perda do filho, refere que o tempo é elástico. Afirma que conseguimos afastar-nos do evento mas que, a dada altura, o elástico irá rebentar e trazer-nos sempre de volta ao mesmo. Concordo em absoluto com esta perspectiva. É isto que se sente.

Quando morre alguém que amamos,