quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Posso melhorar a opinião que tenho de mim próprio?


Ora vamos finalmente inserir informações neste espaço criado para que possamos partilhar acções e sentimentos! Começamos com autoestima, conhecermos e estimularmos a nossa só depende de nós mas afecta a todos! Leiam, ajam, sintam e comentem! Este tema insere-se no Desenvolvimento Pessoal, da sondagem sobre os temas que preferem, o qual mereceu o seu primeiro voto antes de todas as outras áreas, pelo que vai estrear o nosso blog! Falemos então sobre a autoestima! A autoestima é dos melhores amigos que podemos ter quer para sermos mais felizes, quer para tratarmos os outros com mais respeito! Se juntarmos o nosso auto-conhecimento e o nosso auto-respeito, deparamo-nos com a nossa autoconfiança! E se juntarmos a nossa autoconfiança à nossa autoestima, resulta no
nosso amor-próprio! Deste modo é fácil de compreender porque é que a autoestima é um conceito que deve ser tão valorizado! Além de influenciar muitas áreas pessoais, vai definir o quanto nos valorizamos! E cuidar de um factor assim só pode trazer coisas boas!

A autoestima é a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si. Um auto-conhecimento ajustado é fundamental, tudo o que fazemos é influenciado pela autoestima, pelo que acreditamos ser!

Existem alguns indicadores que nos permitem verificar que a nossa autoestima está baixa:

  • Insegurança, inadequação. (não me enquadro em lado nenhum, “porque eu só estou bem, onde não estou!”)
  • Perfeccionismo exacerbado. (para compensar o que achamos que está mal!)
  • Dúvidas constantes, incertezas. (que são respondidas pela pressão dos outros, sempre mais correctos do que nós!)
  • Depressão. (dias tristonhos e apenas cinzentos…)
  • Sensação de Inutilidade pessoal. (não sirvo mesmo para nada…)
  • Extrema necessidade de agradar. (assim pode ser que gostem de mim!)
  • Ser incapaz de dizer não. (aceito tudo, pode ser que ajude a integrar-me)
  • Procura de aprovação e reconhecimento por tudo o que faz. (está bem, não está?!?!)
  • Necessidade de se sentir importante para os outros, já que não se sente importante perante si mesmo. (…é muito injusto sentirmo-nos assim, como nos vão achar importantes, se nem nós mesmos achamos?)
Temos de compreender que a autoestima não é um ponto fixo nem na nossa vida, nem em dado momento, apesar de ser estável. Quando somos crianças não temos a capacidade de nos avaliarmos, pelo que a nossa autoestima está dependente do que dizem as pessoas próximas, pais, irmãos, amigos, professores. Na adolescência passamos por uma fase bem complexa em que estamos a formar-nos como adultos, a nossa personalidade vai sendo marcada, o nosso corpo vai (in)surgindo e a nossa vida social começa a ser cada vez mais importante. Nesta fase uma boa autoestima é uma ferramenta ideal para enfrentar as dúvidas, receios, afirmações e complicações. Vemos, então, que a nossa autoestima cresce, diminui, mas quando atingimos um patamar torna-se relativamente estável. Tal como depende das características acima indicadas, também sabemos que existem sentimentos que nos podem pôr a autoestima mais para baixo, por exemplo, a culpa, rejeição, frustração, vergonha, inveja, timidez, medo, insegurança, humilhação, perdas e até dependências.

E uma boa autoestima? O que caracteriza a autoestima elevada? Se é isto que pretendemos, devemos procurar dentro de nós próprios o seguinte:
  • Oferecer e saber receber elo gios e expressões de afecto
  • Diminuição da ansiedade e insegurança
  • Harmonia entre o que se sente e o que se diz
  • Diminuição da necessidade de aprovação
  • Relações saudáveis
  • Maior flexibilidade diante de situações difíceis
  • Autoconfiança elevada
  • Maior amor-próprio
  • Satisfação pessoal
  • Melhor desempenho profissional
  • Sensação de paz interior
Ao lermos estas listas, lá no nosso íntimo, podemos pensar que até nem estamos mal de autoestima, ou, pelo contrário, que pretendemos aumentar consideravelmente a nossa autoestima, porque realmente a vida será melhor desta forma! E mesmo que até estejamos satisfeitos com a nossa actual situação, aprendermos mais e tornarmo-nos melhores é sempre positivo! Ou lembram-se de algo mau que advenha de nos tornarmos pessoas mais ajustadas, tranquilas, felizes e adaptadas a lidar com as mudanças (que hoje em dia lideram a nossa vida!...)? Caso não concordem, digam porquê! A mim soa-me bem! E para que tal possa acontecer, aqui vai uma listinha com estratégias para melhorar a autoestima:
  • Confiar em si mesmo
  • Expressar os seus sentimentos sem medo
  • Ser independente da aprovação dos outros
  • Identificar qualidades, bem como defeitos, respeitando os limites pessoais
  • Reconhecer as próprias conquistas, fazendo auto-afirmações positivas
  • Sentir-se competente
  • Tratar-se com amor e respeito, acreditando que é especial e merece ser amado
  • Manter um diálogo interno
  • Direccionar-se para uma meta e para actividades gratificantes
  • Evitar pensamentos negativos
  • Aprender com a experiência passada
Penso que agora já levantamos o véu gigante que cobre a autoestima! Se houver algo que achem que gostariam de aprofundar é só lançar a ideia! E não se esqueçam que aprendemos muito com as nossas experiências! Porque não partilhá-las? Se todos temos direito a uma opinião, mais vale fazer uso dela! A assertividade (lá iremos!), que surge retratada no video abaixo, é uma expressão saudável da autoestima!

Que dizem a cuidarmos bem da nossa autoestima e a exibi-la desavergonhadamente?



Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!
Isabel Filipe

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