sábado, 21 de março de 2009

A importância das emoções e os seus efeitos

Como prometido vamos continuar a empreender pelo caminho das emoções!
Nada como conhecermo-nos melhor para podermos agir como desejamos!
Então, aqui vamos nós:

A importância das emoções
Sobrevivência: As nossas emoções foram

desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução. Como resultado, as nossas emoções possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. Alertam-nos quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos receosos, a nossa necessidade é de segurança. Quando nos sentimos rejeitados, a nossa necessidade é de aceitação.

Tomadas de Decisão: As nossas emoções são uma fonte valiosa da informação. São elas que nos ajudam a tomar decisões. Diversos estudos mostram que quando as conexões emocionais de uma pessoa estão danificadas no cérebro, ela não pode tomar nem sequer as decisões simples.
Qual o motivo???
Porque não sentirá nada sobre suas escolhas.

Ajuste de limites: Quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, somos alertados pelas nossas emoções. Se nós aprendermos a confiar nas nossas emoções e sensações isto vai ajudar-nos a ajustar os nossos limites, que são necessários para proteger a nossa saúde física e mental.

Comunicação: As nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros. As nossas expressões faciais, por exemplo, podem demonstrar uma grande quantidade de emoções. Com o olhar, podemos sinalizar que precisamos de ajuda. Se formos também verbalmente hábeis, juntamente com as nossas expressões teremos uma possibilidade maior de melhor expressar as nossas emoções. Também é necessário que nós sejamos eficazes para ouvir e compreender, empaticamente, os problemas dos outros.

União: As nossas emoções são talvez a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem "universais".

Daniel Goleman considera que, além de uma inteligência "intelectual" nós possuímos também uma inteligência "emocional", tão ou mais importante que a outra para o sucesso da vida. Goleman fala até mesmo num QE (Quociente Emocional), que complementaria o QI (Quociente Intelectual). A base de uma boa e forte liderança assenta primeiro nas emoções. Quando os gestores criam estratégias ou mobilizam equipas para a acção, ou seja em tudo o que fazem, o sucesso depende da forma como o fazem. Os líderes funcionam como guias emocionais dos grupos, isto é, encaminham as emoções colectivas para direcções positivas. Emoções dirigidas com entusiasmo geram desempenhos cada vez melhores e emoções dirigidas com rancor e ansiedade geram desorientação e paralisação. Os trabalhadores procuram empatia junto do líder, pois este funciona como um apoio emocional, e esta relação está para além da tarefa meramente desempenhada.

Aproveitemos para começarmos a entrar no campo aprofundado da Inteligência Emocional e nas estratégias que nos permitem aumentá-la! De modo a sermos emocionalmente mais eficazes podemos (e já agora até devemos... dá-nos jeito a nós e aos outros!) treinar a nossa Inteligência Emocional, da mesma maneira como fazemos contas ou lêmos para aumentar o QI!

Auto-consciência: conhecer as suas próprias emoções, reconhecendo um sentimento assim que se manifeste, sendo capaz de distinguir entre sentimentos. Examinemos a estratégia:

1. Perceber a emoção do indivíduo.
2. Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e transmissão de experiência.
3. Escutar com empatia, legitimando os sentimentos do indivíduo.
4. Ajudar o indivíduo a nomear e verbalizar as emoções.
5. Impor limites e, ao mesmo tempo, ajudar o indivíduo a resolver os seus problemas.

"A principal diferença entre um sábio e um tolo é que o tolo não é capaz de aprender com os seus erros." Provérbio chinês

Administração do Estado de Espírito (disposição): Lidar com os seus sentimentos de maneira que se tornem apropriados às situações e que você reaja da forma apropriada.

Mente Racional: denomina a parte de nossa mente que analisa, raciocina e aplica conceitos elaborados pelo pensamento.
Mente Emocional: denomina a parte de nossa mente que tem atitudes reflexas, reactivas e oriundas de vivências emocionais do passado não resolvidas pela mente racional.

O círculo de excelência assenta no pré-requisito de viver o presente acrescentando-lhe recursos, além de usar mecanismos emocionais para resolver problemas emocionais o que, per si é mais eficaz do que tentar resolver emoções usando apenas a mente racional. "...a mente racional, é o modo de compreensão de que, tipicamente, temos consciência... capaz de ponderar e reflectir. Mas junto desse existe outro conhecimento impulsivo e poderoso, embora às vezes ilógico - a mente emocional." Daniel Goleman

Auto-motivação: a habilidade de criar sinergias (somar todas as partes acrescentando um valor maior que o valor unitário de cada uma delas) entre os seus sentimentos e direccionar-se para uma meta, a despeito da falta de autoconfiança, da inércia e da impulsividade.

1. A primeira e a mais simples de todas as técnicas para a automotivação, é a técnica que consiste em dividir uma grande tarefa em tarefas menores de execução mais fácil, evitando sentimentos de ansiedade, stress e frustração.
2. A segunda técnica é denominada pirâmide invertida que simplesmente cria prioridades nas tarefas diárias não em função de sua importância ou urgência mas sim em função do desgaste emocional implícito em cada uma delas (que, necessariamente, será diferente de pessoa para pessoa, em função de suas preferências emocionais).

"Essas duas mentes, a emocional e a racional, operam em estreita harmonia na maior parte do tempo, entrelaçando os seus modos de conhecimento para nos orientar no mundo." Daniel Goleman

Empatia: reconhecer sentimentos nas outras pessoas, entrando em sintonia com as suas manifestações verbais e não-verbais. Para melhorar as nossas interacções e a nossa percepção com as manifestações verbais e não verbais das outras pessoas, podemos recorrer a:

Flexibilidade – considerar que a nossa resposta é a consequência do nosso processo de comunicação.

Empatia Sistemas Representacionais - ficar atento ao sistema representacional prevalecente no nosso interlocutor. Adoptar a Repetição Empática - uso de termos e expressões comuns ao interlocutor.

Gestão dos Relacionamentos: a habilidade de lidar com as nossas relações com os outros, resolução de conflitos, negociação, coesão de grupo. Esta provavelmente é a mais sensível das áreas abordadas pela inteligência emocional e exige um tratamento estratégico mais amplo. "Muitos indícios atestam que as pessoas emocionalmente competentes - que conhecem e lidam bem com os próprios sentimentos, e lêem e consideram os sentimentos das outras - têm vantagens em qualquer campo da vida, seja nas relações amorosas e íntimas, seja assimilando as regras tácitas que governam o sucesso na política organizacional." Daniel Goleman

Note-se que nos referimos muitas vezes à liderança e ao modo como um líder deve gerir as emoções ou situar-se perante algo. Tenhamos atenção que um líder é alguém que tem de gerir as suas próprias emoções, bem como as emoções da sua equipa! Este trabalho é tão ou mais difícil quanto parece! Por isso mesmo, cada um de nós pode reger-se pelas mesmas regras, pois estamos muitas vezes imersos em situações sociais em que temos de lidar, não só connosco, mas com todos à nossa volta! Temos que liderar a nossa própria vida! Quanto melhor agirmos melhor nos vamos sentir! E quanto mais auxiliarmos os que nos rodeiam, melhor eles se vão sentir! E quanto melhor se sintam os que nos rodeiam, mais descontraídos vamos ficar para lidarmos connosco próprios! E não é que este assunto dá muitas voltas e devolve-nos uma solução simples, mas útil?!

Para o próximo capítulo, a não perder: Gestão Emocional, os seus aspectos e competências!

Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!

Isabel Filipe

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