segunda-feira, 20 de abril de 2009

Gestão das Emoções, suas competências e aspectos

Continuemos a nossa jornada pela Gestão dos nosso sentimentos! Hoje vamos conhecer, aprofundadamente, o modo de gerirmos as nossas emoções, tendo em conta os seus aspectos pessoais e sociais! Mas atenção: Ler é fácil... Difícil é por em prática o que descobrimos. Mas se pensarmos bem, o mero conhecimento da vida não nos permite vive-la, portanto sugiro: porque não experimentar o que vos parecer agradável?
Coragem! Vão ver que depois de saberem gerir emoções, a vida será um parque de diversões bem mais simples e feliz! Boa leitura:

Gestão Emocional

• A Inteligência Emocional consiste na habilidade de enfrentar e resolver uma situação emocionalmente instável com sucesso. É aprender a controlar as emoções, a saber gerir as emoções, para que elas trabalhem a nosso favor e não deixar que estas dominem os nossos actos e pensamentos, fazendo com que tomemos decisões inadequadas ou irracionais.
• A nossa inteligência funciona de uma forma integrada, o nosso cérebro é composto por duas partes: o lado esquerdo, que trata da capacidade de raciocínio lógico, conhecido também como Q.I. (quociente intelectual), e o lado direito é responsável pelas emoções e que conhecemos como Q.E. (quociente emocional).
• Acontece que somente um elevado nível de Q.I. não garante o nosso sucesso profissional, nem tão pouco pessoal. Além do conhecimento técnico, idiomas, formação académica, o profissional de sucesso terá que saber lidar com o ser humano e respeitá-lo.
• Todas as pessoas podem desenvolver a sua própria Inteligência Emocional tendo para isso de aprender e treinar as aptidões que a compõe, nomeadamente:
• Competências pessoais (determinam a forma como nos gerimos a nós próprios).
• Competências sociais (determinam a forma como nos relacionamos com os outros).


Gestão Emocional: Competências pessoais

Autoconsciência

É o grande alicerce da Inteligência Emocional. Um profissional com um elevado nível de autoconsciência tem condições de se monitorizar em acção, saber tudo o que está a acontecer com as pessoas e ao seu redor. A Inteligência Emocional só passa a existir quando as nossas informações e atitudes estiverem no sistema perceptivo. Cada um deve conhecer e confiar nos seus defeitos e qualidades.

Auto Controlo

Controlo do nosso estado, impulsos e recursos internos. Uma vez tendo consciência sobre o que está a acontecer ao nosso redor, teremos condições de perceber se alguma situação está a desencadear irritação ou aborrecimento podendo, assim controlar e dominar as atitudes, agindo de forma inteligente. Saber gerir os estados interiores, impulsos e recursos (auto-controlo, capacidade de transmitir confiança, ser fiel a princípios, adaptabilidade e inovação).

Motivação

Tendências emocionais que guiam ou facilitam o atingir dos objectivos. É fácil entender porque é que a motivação é um atributo tão desejável no trabalho. Um profissional motivado requer menos controlo, tem menos períodos de baixa produtividade e maiores probabilidades de ser criativo. Tendências emocionais que facilitam o alcance de objectivos (empenho, iniciativa e optimismo).

Gestão Emocional: Competências sociais

Empatia

Consciência dos sentimentos, necessidades e preocupações alheias

• Compreensão dos demais: Ter a capacidade de captar os sentimentos e pontos de vista de outras pessoas e interessarmo-nos activamente pelas coisas que os preocupam.

• Orientação para o serviço: Antecipar-se. Reconhecer e satisfazer as necessidades dos outros.

• Aproveitamento da diversidade: Aproveitar as oportunidades com que nos brindam diferentes tipos de pessoas.

• Consciência política: capacidade de se aperceber das correntes emocionais e das relações de poder subjacentes de um grupo.

Habilidades sociais

Capacidade para induzir respostas desejáveis na equipa.
Influência: Utilizar tácticas de persuasão eficazes.
Comunicação: Emitir mensagens claras e convincentes.
Liderança: Inspirar e dirigir a grupos e pessoas.

Catalisação da Mudança: Iniciar ou direccionar as mudanças.
Resolução de conflitos: Capacidade de negociar e resolver conflitos.
Colaboração e cooperação: Ser capaz de trabalhar com os demais no êxito de um objectivo em comum.
Habilidades de equipa: Ser capaz de criar a sinergia grupal na consecução de objectivos colectivos.

Aptidão

Capacidade para incutir respostas desejáveis nos outros (influência, comunicação, gestão de conflitos, liderança, cooperação e capacidade de trabalho em equipa).

Como fazer e receber uma crítica

A crítica construtiva é algo que só tem a agregar as nossas vidas. É através dela que podemos identificar oportunidades de melhorias e de nos tornar cada vez melhores. As empresas que souberem lidar com críticas de forma construtiva, terão uma poderosa arma para garantir a evolução constante e com isso, potenciar o sucesso.

Saber lidar com mudanças

Hoje em dia, saber lidar com mudanças não é só uma questão de sucesso, mas sim de sobrevivência. Deve sempre ter-se uma visão sobre a empresa e sobre o mercado, para que se possa estar preparado para eventuais mudanças que possam ocorrer.

Ser um Mentor Emocional

Significa ser um exemplo de comportamentos e atitudes, pressupõe que essa pessoa é procurada pelos colegas de trabalho sempre que há um problema para ser resolvido. Seja um Mentor, faça a diferença na vida das pessoas, saiba lidar com os a sua equipa!

Para se sentir suficientemente inspirado a encorajar o desenvolvimento da Inteligência Emocional entre todos os funcionários da empresa, basta imaginar como seria, por exemplo, numa empresa onde todos se comunicam com compreensão e respeito, onde as pessoas planeiam metas de grupo e cooperam com as outras para as alcançar e onde exista um ambiente de entusiasmo e confiança.

Nos dias de hoje, a Economia não pára de crescer, o volume de negócios a aumentar. Vivemos num mundo onde a competitividade está sempre presente e os confrontos e as batalhas ao nível dos negócios estão por todo lado.
Por isso, os teóricos da gestão começam a construir modelos sobre "a competitividade da empresa baseada nos seus recursos humanos", argumentando que uma empresa alcança vantagens competitivas através da criação e protecção dos recursos humanos que acrescentem valor distintivo. Neste ambiente, os gestores começam a concluir que o lema é "não interessa saber fazer, mas sim acrescentar valor".
Daniel Goleman afirma que "Mais do que nunca, a iniciativa e empatia, capacidade de trabalho em equipa, flexibilidade e liderança são qualidades fundamentais no currículo de qualquer profissional.“

A ideia subjacente é a de que a inteligência emocional ao contrário do QI, que se mantém estável ao longo da vida, é algo que se pode aprender e desenvolver, sendo possível realizar uma aprendizagem que compense as deficiências da nossa formação emocional básica.
Diante da nova realidade competitiva dentro das empresas e do crescente nível de exigência dos clientes, torna-se inevitável a aplicação da inteligência emocional no local de trabalho, sendo uma condição indispensável ao planeamento das habilidades empresariais no que se refere à liderança, gestão e organização.
Pelo contrário, o destino das empresas no actual momento de mudanças estruturais estará irremediavelmente comprometido. António Damásio, refere que a inteligência sem emoção pode tornar-se numa inteligência orientada para acções que não satisfaçam os mais elementares interesses da auto-preservação.
O conceito de Inteligência emocional veio de uma forma dinâmica, alterar os propósitos da organização e fundamentalmente alertar os gestores de topo, para os perigos de se negligenciar os aspectos humanos no trabalho.

Gestão Emocional e os seus aspectos

Assim, alguns aspectos da Gestão Emocional são fundamentais ter em conta, para evitar a estagnação de muitas organizações:

Empatia
É fundamental ao líder colocar-se no lugar do outro, sentindo inteiramente os desejos, as preocupações, a alegria, a raiva e o medo, para se ter noção das necessidades alheias e dessa forma contribuir para a sua motivação.

Liderança
A qualidade do sucesso na liderança depende da qualidade das habilidades pessoais de se comunicar e da qualidade da relação durante o processo comunicativo. É pois necessário a este nível, expressar os nossos objectivos com clareza, gerando dessa forma um clima de confiança, com habilidade para influenciar a pessoa em causa.

Criatividade
Trata-se de uma questão crucial e premente , o de assegurar que os trabalhadores tenham autonomia suficiente para manifestarem os seus conhecimentos, pelo que deverá existir uma atitude sinérgica e cooperante entre superior hierárquico e subordinado.

Decisão
Atendendo à noção de que uma boa decisão para o ser, tem que ter em conta não só o aspecto racional mas também o emocional, é necessário da parte dos lideres, uma cuidada reflexão interna e externa e auscultar todas as partes envolventes, de forma a garantir a maior eficácia da decisão.

Mudança
No que concerne a este aspecto é preciso lembrar o aspecto racional e o emocional, ou seja, o racional é todo o conhecimento que precisa ser transmitido e os argumentos da mudança, por outro lado, o emocional é aquele que faz com que as pessoas efectivamente fiquem sensibilizadas e partam para a acção, e dessa forma entendam a mudança como necessária às suas vidas.

Carreiras
A importância dos relacionamentos para tornar as carreiras mais dinâmicas é indiscutível. As informações precisam de ser partilhadas por todos os que desejam "sentir o que a empresa sente", e para que isso ocorra é necessário que a comunicação seja perfeita.

A conclusão a que se chega nos dias de hoje, é que os líderes mais eficazes possuem uma característica comum: possuem um alto nível de quociente emocional (QE). Isto não quer dizer que o quociente intelectual (QI) e as competências técnicas ou analíticas sejam irrelevantes. Estes são um requisito de entrada para quem ambiciona ser um bom líder, mas a inteligência emocional é a condição sine qua non da liderança.
Um profissional com um alto QE é alguém que lida eficaz e rapidamente com a resolução de conflitos, com as vulnerabilidades organizacionais e que perante algumas situações, possui soluções imediatas que se podem revelar extremamente lucrativas.

Concluindo, seria incorrecto afirmar que as velhas noções de quociente intelectual e capacidade analítica, não seriam ingredientes essenciais para uma liderança forte, mas a receita não estaria completa sem a inteligência emocional e sua gestão.

Para o próximo capítulo, a não perder:
Traços dos lideres: os que fracassam... Os que são bem sucedidos!

Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!

Isabel Filipe

6 comentários:

  1. Boa noite!
    Gostei muito do texto sobre gestão das emoções.
    Você me indicaria uma referência bibliografia sobre o assunto? Algo sério e de preferencia que trate o tema com profundidade.
    Obrigada
    Betânia

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    1. Olá Betânia!
      Fico grata pela sua leitura e partilha. Lamento o atraso (imenso) na resposta, estes comentários andaram por aqui perdidos! Espero que tenha conseguido encontrar o que procurava, mas estou disponível para alguma informação que possa ser útil.
      Até breve!

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  2. Parabéns pela forma sintética como abordou o tema!

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    1. Muito obrigada Zita! Agradeço a sua visita e convido a mais partilhas!

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  3. Parabéns pela forma sintética como abordou o tema!

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  4. Agradeso pelo texto maravilhoso ,coisa que não sabia sobre a gestão emocional dentro de uma sociedade ,obrigado pelo estudo.

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