sexta-feira, 31 de julho de 2009

Serão os nossos impulsos mais poderosos do que a nossa mente?!



Regressamos tardiamente, mas com muita vontade! O Verão abranda sempre tudo à nossa volta, o que não implica que nos deixemos levar por essa apatia! Quando desejamos algo, conseguimos, de facto, lutar para que isso aconteça. Termos consciência de como
somos e do que desejamos mudar é essencial! Então aqui vamos nós entrar no mundo da impulsividade e, mais importante, do autocontrolo!

Autocontrolo
As pessoas dotadas de Autocontrolo governam adequadamente os seus sentimentos impulsivos e as suas emoções conflituosas. Permanecem equilibradas, positivas e imperturbáveis mesmo nos momentos mais críticos! Conseguem pensar com clareza e permanecem concentrados apesar de qualquer pressão.
Podemos achar que tal não é possível, que estas pessoas são mais calmas já de si ou que, na realidade, nunca lhes aconteceu nada intenso o suficiente para que percam as estribeiras! Mas a verdade é que tudo reside no poder mental de cada um! Perante a mesma situação ,uma pessoa com autocontrolo irá reagir de modo muito diferente de alguém impulsivo! E, garantidamente ,terá uma vida mais feliz e adaptada, com maior controlo sobre si mesmo. Além de que ao controlarmo-nos melhor, retiramos poder de controlo sobre nós ao outro! E isso sabe sempre bem, somos nós que mandamos em nós próprios ou não?

Nunca nos podemos esquecer de um ponto importante! Passamos a vida a tentar mudar quem nos rodeia, seja porque nos aborrecem ou porque não nos compreendem! A verdade nua e crua é que, por mais voltas que demos, nós não controlamos as acções dos outros, mas sem dúvida controlamos as nossas reacções a elas! E como uma acção gera uma reacção, se conseguirmos moderar o modo como reagimos às situações, controlando não apenas linguagem verbal e não verbal, mas também o nível que determinada situação nos afecta, seremos sem dúvida mais saudáveis e tranquilos. Num quotidiano em que o imprevisto é o mais comum, é essencial conseguirmos controlar as nossas reacções, de modo a sermos "reis em terra de cegos!"

Quando as emoções transbordam
  • As situações que nos enervam parecem multiplicar-se e desde o ponto de vista do nosso corpo não existe nenhuma diferença entre a nossa casa, o nosso trabalho, os nossos amigos ou até a escola. O corpo apenas compreende que está sob uma grande dose de stress, ansiedade e pressão, que eventualmente irão transbordar em sintomas muito desagradáveis, que podem mesmo por a saúde em risco, por exemplo, enxaquecas, dores de estômago, palpitações, erupções cutâneas e um sem fim de complicações físicas e mentais. A probabilidade de isto acontecer é tanto maior quanto mais "entalarmos" dentro de nós!
  • Assim, novamente relembramos que, se formos expressando as nossas emoções, manifestando os nossos sentimentos e sermos claros quanto ao que desejamos, seguramente seremos mais saudáveis! Não só nos vai aumentar o bem-estar no momento como também proteger-nos no futuro!

Impulsividade
  • É a incapacidade de refrear uma resposta que está desencadeada. Uma vez iniciada a acção em que estamos inseridos, iremos gerar uma resposta, que depende de nós em qualidade e intensidade.
  • Quando somos demasiados impulsivos, não controlamos em nada a resposta/reacção que vamos produzir, perdendo, assim, o controlo que temos sobre nós . É fácil compreendermos porque que é que isto é negativo. Imaginemos a situação em que estamos se caracteriza por um encontro com aquelas pessoas cujo passatempo é aborrecer os outros! Sabemos que existem, talvez até em demasia! Por conseguinte, se não conseguimos controlar o modo como essa pessoa mexe connosco, transmitindo que estamos a ser incomodados, respondendo-lhe enervados como ela deseja ou simplesmente porque todos os nossos poros emanam irritação, estamos a ser nossos inimigos! Deste modo estamos a dar mais poder a quem nos tenta arreliar. Não parece uma boa estratégia, pois não? Ao contrário, se conseguirmos, apesar de qualquer estímulos, mantermo-nos tranquilos, sossegados e pacíficos, eventualmente quem insiste em arreliar-nos, verá que é uma perda de tempo e desistirá! Soa melhor, não?

Concentração
  • O facto de nos vermos inundados de informação coloca-nos numa modalidade reactiva de resposta. Como cada uma destas mensagens constitui uma distracção, a função mais afectada é a concentração, tornando-se muito difícil voltar a concentrar-se numa tarefa que foi interrompida. Assim, por efeito cumulativo, vemo-nos numa situação de distracção crónica.

A auto regulação das emoções

Esforço emocional
  • Refere-se ao esforço interno que temos de realizar, quer para controlar as nossas emoções, quer para compreender as emoções dos outros.
  • Para poder determinar o custo do esforço emocional, devemos conhecer o grau de identificação que cada pessoa mantêm com cada situação em que se vê inserida.

Excesso de controlo emocional
  • O autocontrolo emocional não é o mesmo que excesso de controlo, ou seja, a extinção de qualquer sentimento espontâneo que, obviamente, tem um custo, físico e mental. Devemos ser espontâneos, respeitar os nossos instintos! Simplesmente devemos ser capazes de parar antes de iniciar uma resposta, de modo a analisarmos se essa é a mais adequada para o que pretendemos transmitir! Reprimirmos tudo o que sentimos apenas contribui para o transbordar de emoções que falamos antes.

Os benefícios da consciência de si próprio
  • O simples facto de se estar consciente dos sentimentos que existem no nosso interior pode exercer um efeito muito positivo sobre a nossa saúde.
  • O autoconhecimento desempenha um papel fundamental no controlo do stress.

Não manifestar emoções: Implosão Mental
  • As pessoas que não manifestam as emoções que sentem, experimentam, em determinada altura, um colapso interno próprio de tal situação.
  • Este colapso poderá tomar a forma de um problema psicossomático ainda que não se vejam afectados pela gravidade deste sequestro emocional.

É essencial que cuidemos da nossa saúde mental. Para isso, devemos respeitar-nos sempre, para que possamos respeitar, também os outros. Se não estivermos bem, com uma auto-estima elevada e seguros de nós próprios dificilmente vamos poder gostar e cuidar dos outros como desejamos.
Pois é, afinal os nossos impulsos podem ser uns malandros e tentarem trair o que pretendemos passar! Mas na luta contra a mente só vence quem a mente deixa! E se tentarem e não conseguirem, não desesperem! É tudo uma questão de treino mental! Dá trabalho, mas compensa! Boas vitórias!



Próximo tema: Henry Kissinger afirma que a tarefa do líder é conseguir levar os membros da sua equipa de onde estão para onde nunca estiveram. Como cábula para que isto aconteça, vamos aqui revelar os Nuncas e os Sempres do Sr. Lawson. E não é que chegam 2 Sempres para 15 Nuncas?

Para no próximo capítulo, a não perder:
As regras de Lawson, para uma boa liderança



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