sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Liderança, as Regras do Nunca

No último texto sobre os impulsos e o auto-controlo acabei a referir que Henry Kissinger considerava que a tarefa de um líder é, essencialmente, conseguir levar os membros da sua equipa de onde estão para onde nunca estiveram. Isto pode revelar-se bem mais dificil do que podemos pensar à partida. Gerir não é uma função simples, essencialmente porque implica gerir não apenas as nossas emoções, como ainda as emoções de todos os membros da equipa ao cargo do líder. Além disso temos de os levar a realizar tarefas, para as quais podem ou não, estar motivados. Assim, para auxiliar a clarificar esta tarefa
peço-vos que me acompanhem na análise das seguintes regras, aconselhadas por Lawson:

As regras do NUNCA de Lawson

NUNCA
  • Diga que algo não pode ser feito. - Poucas são as missões impossíveis que nos rodeiam!
  • Subestime o poder do trabalho de equipa. - Em conjunto alcançamos mundos incríveis!
  • Aceite nada menos do que a excelência, especialmente de si próprio. - Comece por uma auto-avaliação! Todas as outras avaliaçõe serão mais eficientes!
  • Fique satisfeito por mais do que um instante. - Vale a pena apreciar os sucessos!
  • Fique satisfeito consigo mesmo. - Conheça-se e respeite os seus limites!
  • Se afaste das decisões difíceis. - Pode ser esse o caminho correcto, não o evite, simplifique!
  • Subestime a concorrência. - Todos somos pessoas com capacidades extraordinárias!
  • Deixe de ouvir, questionar e inovar. - A solução vem de onde e quando menos se espera!
  • Tenha medo de correr riscos. - Arrisque na mudança, na inovação, no sucesso! Não se acomode!
  • Desperdice uma oportunidade de contribuir. - Se todos agirmos assim, teremos sempre apoio à disposição!
  • Subestime os clientes. - Todos valemos a pena! Sem clientes, não há trabalho!
  • Surpreenda o seu chefe (negativamente!). - Também não gostaria que ele o surpreendesse do mesmo modo, certo?!
  • Deixe de aprender com os seus erros. - São eles a sua ferramenta mais útil para a vida!
  • Deixe de dar crédito aqueles que o merecem. - Sem grupo existiriam buracos! Todos contribuímos para um projecto bem feito, porque não valorizar o trabalho de grupo?
  • Se esqueça de dizer ‘muito obrigado’ por um trabalho bem feito. - Vamos criar bons hábitos? Quem não gosta de ser apreciado pelo seu trabalho? Dêmos o exemplo!

SEMPRE
  • Diga a verdade, independentemente de quão difícil possa ser.
  • Cumpra as suas promessas!

E não é que apenas com dois Sempre conseguimos uma liderança tão eficaz? Se analisarmos bem qualquer uma destas informações, veremos que são válidas para quase todas as situações de vida pelas quais passamos! No fundo, somos o nosso próprio líder, quem decide gerir as nossas emoções, pensamentos e acções! Com estas simples linhas de orientação conseguiremos um desempenho pessoal e grupal muito produtivo e sentir-nos-emos muito mais realizados.

E uma vez que nos estamos a centrar em liderança, atentemos ainda como poderemos ter uma organização gerida por valores:

  • Lideramos dando o exemplo e agimos como bons modelos.
  • Valorizamos os clientes externos e trabalhamos sempre no seu melhor interesse.
  • Valorizamos o grupo de trabalho e trabalhamos para o ajudar a ser o mais eficaz possível.
  • Trabalhamos de forma a criar comunicações abertas e eficazes em todas as direcções.
  • Tentamos promover uma atmosfera de honestidade, confiança e abertura, agindo com integridade.
  • Encorajamos as pessoas a serem bem sucedidas ao reconhecermos os seus esforços.
  • Trabalhamos sempre no sentido de melhorar a forma como se fazem as coisas.
  • Tentamos fortalecer a auto-estima de todos aqueles que trabalham na organização.
  • Tentamos ajudar as pessoas a sentirem-se bem com elas próprias e, ao fazê-lo, encorajá-las a darem o seu melhor desempenho, diariamente.
  • Compreendemos o poder dos rumores e boatos.
  • Somos consistentes na nossa abordagem a situações desafiantes, nas quais vivemos segundo os nossos valores. Ou seja, agimos de acordo com o que pregamos.
  • Tentamos criar uma atmosfera onde as pessoas gostem do seu próprio trabalho.

“Se não está num negócio por prazer ou lucro, então o que é que está a fazer?”
Robert Towsend

Trabalhar dentro de uma empresa, fábrica ou qualquer tipo de organização que implique contacto social constante é sempre um desafio! Para estarmos à altura de um desafio destes temos de saber lidar primeiro de tudo connosco próprios! E depois, mas não menos essencial, sabermos lidar com os outros! De modo cortês, educado, profissional e produtivo! Os colegas de trabalho são pessoas com quem passamos muitas horas da nossa vida, muitas vezes mais do que com pessoas da nossa própria família ou amigos. Daí que seja essencial para que a organização possa evoluir com sucesso e para que as relações interpessoais sejam bem-sucedidas que todos trabalhem nesse sentido.

Espero que estes conhecimentos sejam boas ferramentas de trabalho, quer para um ambiente profissional quer para o quotidiano!

Iremos agora entrar numa fase mais dedicada à saúde! Porque é que a saúde é importante? Ora, é bastante óbvio, certo?... O mundo pode estar a desabar ao nosso redor, que se tivermos saúde, podemos sempre apanhar os cacos, e reconstruir tudo de novo, de modo ainda melhor! Portanto vale mesmo a pena investirmos na nossa saúde! Sendo que hoje em dia, ter saúde já não implica apenas bem-estar físico, mas também bem-estar psicológico! Temos de nos sentir bem para estarmos bem!

Como vos disse anteriormente, agora podemos encontrar-nos no programa Consultório, todas as quartas feiras, às 18:45, no Porto Canal. Em
cada programa levo uma rubrica com um tema diferente, sempre dentro do âmbito da área da saúde. Estamos numa fase complexa, de início de chuva, tempo soturno, frio, pouca luminosidade e muito trabalho. Isto por vezes despoleta-nos alguma melancolia e angústia... Portanto:


Para no próximo capítulo, a não perder:
Depressão: A doença da tristeza

Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!

Isabel Filipe

Sem comentários:

Enviar um comentário