domingo, 14 de março de 2010

Depressão, a doença da tristeza - Parte 2


Bem-vindos a "Depressão, a doença da tristeza - Parte 2"! Temos de ter animo a transmitir este tema, para triste já nos basta o próprio conteúdo, nada fácil ou de espírito elevado! Comecemos por analisar como podemos agravar a situação de uma pessoa que se encontra deprimida. Piorar?! Exactamente, pois só assim saberemos como
evitar essas mesmas atitudes nada abonatórias de quem passa por esta doença tão voluntariosa e incapacitante, particularmente porque não a conseguimos medir com um aparelhómetro todo janota! Aqui ficam as sugestões:
Atitudes frequentes perante o deprimido: aumentar o problema!
  • A atitude voluntariosa
Algumas pessoas acreditam que basta um pouco de força de vontade para melhorar. Por isso, repetem, dia após dia à pessoa deprimida frases como “anima-te, não te deixes ir abaixo” ou “ reage, não fiques parado”. Mas é precisamente aí que reside o problema: a pessoa deprimida sente-se realmente cansada, tende a desistir perante as dificuldades que se lhe deparam e perde mesmo a vontade de viver. Por outras palavras, a atitude voluntariosa exige do deprimido precisamente o que ele não consegue fazer, levando a um desespero ainda maior.
  • A atitude superprotectora
Outra atitude que não promove a resolução do problema consiste em acreditar que o descanso pode remediar tudo. Na verdade, o deprimido já tem uma tendência exagerada para se fechar sobre si próprio e viver à margem do resto do mundo. Aconselhar repouso é uma atitude “proteccionista”, que visa “escudar” a pessoa deprimida dos estímulos da vida, doa quais, diga-se de passagem, todos precisamos. Se esta atitude de protecção se tornar sistemática, corre-se o risco de fazer com que a pessoa deprimida se demita das suas responsabilidades e se torne dependente do seu conselheiro ou confidente protector.
Para conseguir que o estado da pessoa deprimida melhore, é preciso, antes de mais, fazer com que deseje mudar. Para tal, convém ir ao seu encontro, tentando compreender as suas necessidades e ajudando a procurar soluções, a partir da sua situação concreta. Por vezes, isso significa simplesmente ouvir a pessoa.
Como podemos prevenir a depressão?
Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.
  • Aprender a lidar com o Stress
  • Gerir o Tempo
  • Viver o Presente, não parar no passado
  • Evitar pensamentos inúteis
  • Evitar a culpa e a autodestruição
  • Reduzir o medo de agir
  • Aprender a ser independente
  • Saber gerir a solidão, mas reduzir a solidão
  • Viver em harmonia psicológica:
§ Ser autónomo,
§ Conhecer e respeitar o seu “eu”,
§ Aceitar as mudanças,
§ Aceitar a realidade,
§ Ousar afirmar-se.
  • Viver em harmonia com o corpo
§ Respirar bem,
§ Alimentação saudável,
§ Saber relaxar
§ Fazer exercício físico
§ Manter uma sexualidade saudável
Tratamentos para a depressão?
  • Medicamentos antidepressivos e ansiolíticos
  • Terapias electroconvulsivas
  • Curas de sono
  • Tratamentos homeopáticos
  • Acupunctura
  • Fitoterapia
  • Psicoterapia (solução activa)
A medicação pode aliviar os sintomas e tornou-se, assim, a primeira linha de tratamento para a maioria dos tipos de depressão. Actualmente, os fármacos mais frequentemente prescritos pertencem a um grupo conhecido como Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina, em virtude de serem fáceis de tomar e relativamente seguros, quando comparados com as gerações anteriores de fármacos, nomeadamente com os antidepressivos tricíclicos. Mas, os pacientes têm outras opções terapêuticas, nomeadamente a Psicoterapia, que permite identificar, compreender e resolver problemas que poderão estar na origem ou contribuir para a depressão. Regra geral, os estudos indicam que a combinação de medicamentos antidepressivos com a psicoterapia é mais eficaz do que qualquer um deles isolados, pelo que esta combinação é actualmente o tratamento mais recomendado. Nos casos de depressão grave poderá ser necessário, numa primeira fase, melhorar o humor através dos fármacos e só depois iniciar a Psicoterapia, que assim será mais eficaz.
OMS: Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030
Dados divulgados em Setembro de 2009, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afectando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo cancro e doenças cardíacas. Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos económicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção. De acordo com o órgão, os países pobres são os que mais devem sofrer com o problema, já que são registados mais casos de depressão nestes lugares do que em países desenvolvidos. Actualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afectadas directamente por transtornos mentais, a maioria delas nos países em desenvolvimento, segundo a OMS.
Espero que este aprofundar brevemente a capa da Depressão tenha sido útil. Se houver algo em eu possa ser útil em esclarecer, é favor indicarmo por aqui, para que possamos dar início à nossa tertúlia! Senão, vamos deixar este tema a repousar, na nossa mente e corações, pois seguramente conhecemos alguém que passa por um momento assim doloroso e compreende-lo vai seguramente ajudar-nos a lidar mais eficazmente com essa situação.
Como no início desta conversa, dei uma pitadinha ao referir o dificil modo concreto de diagnosticar a depressão, doença real, penso ser pertinente abordarmos no próximo capítulo, não uma doença mas um sintoma: a Hipocondria!
No próximo capítulo, a não perder:
Hipocondria: Quando se tem um sintoma e se acredita sofrer de todas as doenças!

Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!

Isabel Filipe

Sem comentários:

Enviar um comentário