terça-feira, 8 de julho de 2014

5 passos para vir em 1º lugar!

Todos nós temos pessoas difíceis no nosso quotidiano, ou se calhar temos pessoas que tornam o nosso quotidiano mais difícil... De qualquer forma, hoje vamos falar sobre algumas estratégias para lidar com estas pessoas que não são fáceis, mas que, ainda assim, são uma parte incontornável na nossa vida. Há que estar atento que estas pessoas camuflam-se de todos os tipos e feitios: pais, amigos, patrões ou colegas! E a verdade é que pode ser fácil perder o temperamento ou a paciência, sentindo-nos mal com estas relações ou mesmo deixando o nosso quotidiano afectar-se significativamente por atitudes alheias. O ideal é
que nos lembremos que a única pessoa que podemos mudar: somos nós próprios! Desta forma, é essencial sabermos ter o comportamento que desejamos, independentemente dos outros e aceitar que não vamos mudar ninguém, apenas podemos agir sobre o que essa pessoa nos faz sentir.

Pare de Dar Poder aos Outros
  1. Identifique uma pessoa difícil ou abusiva na sua vida (o abuso pode ser explícito ou subtil). Vai ser alguém que o faz sentir-se exasperado, mesmo quando não percebe porquê! Ou ansioso mesmo antes de estar com essa pessoa.
  2. Identifique a(s) forma(s) de abuso (críticas, insultos, gritar consigo, embaraçá-lo em frente a terceiros, etc.). Detecta algum padrão?
  3. Planeie o que vai dizer perante o comportamento dessa pessoa. Tome algumas notas ou mesmo ensaie em frente a um espelho!
  4. Decida a melhor altura para falar com a pessoa – quando ela o ofender na próxima vez ou, de modo pró-activo. Antes que o seu comportamento se repita. Pratique as afirmações assertivas. O ideal será sempre abordar a pessoa num momento em que esteja calma (não no meio de uma acesa discussão). Assim, ambos terão maior probabilidade de ouvir o outro e não apenas fazer-se ouvir.
  5. Se o padrão de abuso persistir ou aumentar pode ser útil procurar a intervenção de terceiros ou de um profissional que possa ser mediador.
Desanuviar as coisas pode ter um efeito benéfico espantoso na relação e especialmente na sua auto-estima. É importante não deixar acumular raiva ou frustração e lidar com estes sentimentos de forma assertiva!

Lidar com Pessoas Dificeis

  1. Identifique quais as pessoas difíceis da sua vida. Tente descrever as características que o incomodam.
  2. Faça uma lista das estratégias que utilizou para lidar elas até agora. Como é que têm resultado?
  3. Considere outras opções. Aprenda mais sobre essas pessoas. Fale com alguém que as conheça e tente compreender o que é que mexe com elas.
  4. Passe algum tempo a observar o comportamento delas. Seja um observador neutro, imparcial. Bem sei que não é simples, mas enquanto se entretém a avaliar essa pessoa, é menos tempo que passa a sofrer pelo que ela lhe está a dizer/fazer! Foca-se em algo específico, não desesperando exausto pelo que não gosta.
  5. Tente entrar em conversa com elas sobre coisas que lhes interessam e veja se elas ficam mais animadas. É normal gostar de falar sobre o que nos interessa mais, portanto sugiro que vá devolvendo a conversa, de forma a que os temas captem a atenção do outro, não dando tanta margem para o comportamento difícil.
Mesmo que acabe por não gostar da pessoa, conhecê-la, e mesmo aprender a lidar com ela, pode reduzir os sentimentos de tensão.

Espero que estas dicas sejam úteis e auxiliem nos casos mais complicados. Por vezes focamo-nos tanto no que está a fazer-nos sentir mal, que acabamos por estender o mal-estar que nos foi provocado. Não apenas o permitimos como ainda estamos a exponenciá-lo! Fica uma história conhecida, para atribuir moral:

"Logo cedo, todas as manhãs, Manuel dirigia-se ao quiosque habitual para comprar o jornal. Desta vez, Manuel foi acompanhado por um amigo, que assistiu à seguinte cena:
Manuel -  Bom dia! Era o jornal por favor.
Vendedor (levanta-se do seu banquinho, e, com ar carrancudo, entrega o jornal sem dizer palavra).
Manuel - Ora aqui está o dinheiro. Muito obrigada e um bom dia para si.
Vendedor (mantém o seu ar charmoso, com uma enorme má disposição, e, em silêncio, recolhe o dinheiro e volta a sentar-se).
O amigo de Manuel, estranhando a sua disposição aparentemente desapropriada, questiona-o:
Amigo - Que pessoal tão mal humorada... Como consegues ser tão simpático para alguém assim?
Manuel - Este senhor costuma estar assim e eu venho cá diariamente. Para mim era impensável deixar-me contagiar por uma atitude que não é minha, ainda por cima logo ao início do dia! Se ele escolhe estar assim, é problema dele. Eu escolho não lhe dar poder sobre a minha vida."

Que dizem de tentarmos fazer como o Manuel e sentirmos apenas o que é nosso de direito? E, de preferência, sentirmos de forma realista, adequado ao que se passa, sem sofrermos por antecipação, idealizarmos cenários que não vão existir ou ficarmos ansiosos com interpretações falsas. Mas isso, é outra história!


Até breve!

Ajamos sobre o que sentimos, antes que o que sentimos aja sobre nós!

Isabel Filipe





2 comentários:

  1. A historia do Manuel é um bom exemplo de não nos deixarmos afectar pelos receios e medos dos outros. Já bastam os nossos próprios medos para isso... Gostei

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    1. Obrigada pelo comentário. Efectivamente, já temos tantos assuntos ao longo do dia que nos preocupam, que acarretar ilegitimamente com os problemas dos outros é um fardo que devemos evitar. É muito importante podermos ter uma perspectiva positiva do nosso dia-a-dia, não nos deixando "contaminar" por um humor mais cabisbaixo.

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