sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber.

Olá a todos!

Então consta por aí que procuramos ser felizes. Que é o epítome dos nossos desejos. De preferência sem grande esforço. Más notícias... A dura verdade é que, se desejamos uma vida plena, saudável, equilibrada e feliz, vamos ter de investir nuns quantos objectivos. Salvaguardo que o conceito de felicidade, amplamente estudado e atafulhado em teorias fundamentais sobre como atingir o nirvana no mesmo, é muito volátil. Não apenas no tempo, oscila mais do que um mar revolto, mas também no que significa para cada um de nós. Tenhamos isso em conta, respeitemo-nos e não vamos regredir na história, fazendo dieta para cabermos em rótulos, magrinhos e pobres de espírito. Cada um saberá investir no que o faz feliz. E ainda bem!

Existe aqui um ponto que não podemos descurar. A felicidade não depende do que nos acontece mas  sim da forma como a percepcionamos. Por mais que torça o nariz ao ler esta afirmação, supondo que, num ou noutro momento, não será assim, eu garanto que o é e que este texto vai provar isso mesmo. Mais ainda,  estou tão confiante que iremos concordar em absoluto sobre este tema, que deixo prometido o seguinte: brevemente, partilharei também algumas estratégias que permitam estruturar o nosso dia de uma forma produtivamente feliz, incluindo estrategicamente actividades que nos tragam bem-estar e percepções positivas!

Há dias estava a fazer uma coisa que me faz feliz, que é desenvolver mais a empatia, através do estudo de casos cinematograficamente expostos (que é como quem arranja uma desculpa profissional para ver séries) e deparei-me com a seguinte situação:


Um velho agricultor arava o seu terreno já há vários anos. Certo dia, o seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, os vizinhos vieram consola-lo. “Que má sorte!” disseram, solidariamente. Ao que o agricultor apenas respondeu “Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber”.

Na manhã seguinte, o cavalo regressou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens. Os vizinhos, ao saber, exclamaram “Que maravilha!”. Novamente, o velho homem disse “Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber”.

No dia seguinte, o filho do agricultor, ao tentar domar um dos cavalos selvagens, caiu e partiu uma perna. Os vizinhos regressaram, apresentando a sua preocupação pelo infortúnio: “Que pena.” O agricultor insistiu na resposta habitual: “Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber”.

Mais um dia passou, e os militares vieram bater à sua porta, estavam a convocar todos os jovens da vila, ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna partida, dispensaram-no. Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas se tinham resolvido a seu favor. O velho homem, sorriu, olhou-os atentamente e, com um leve sorriso, proferiu: “Talvez sim, Talvez não. Aguardemos para saber”.


Ler este pequeno grande conto taoísta enche-nos de sorrisos e de ideias sobre como gostaríamos de encarar o nosso quotidiano. No entanto, como a mente é fugaz, rapidamente nos lembramos de certo acontecimento que é absoluta e inevitavelmente bom. Ou mau. E entornamos o caldo (sim, o caldo não fica entornado, nós é que nos encarregamos de o entornar). Sou uma defensora acérrima que tudo é relativo, tudo depende do referencial. Tudo depende de quem está a olhar. De como essa pessoa está a olhar. Tudo depende de tanta coisa.

Quero com isto dizer que nenhum evento é, na sua génese, bom ou mau, nem pode ser verdadeiramente julgado como tal. Apenas o tempo irá escrever toda a história, à qual dificilmente teremos total acesso. As pessoas perturbam-se, não com os eventos em si mesmos, mas com a sua interpretação sobre os mesmos. A única coisa que realmente controlamos são os nossos pensamentos deliberados, conscientes. Não podemos controlar os outros, não podemos controlar a natureza, nem sequer o nosso próprio corpo a 100%. É essencial reconhecermos que temos total controlo do processo que possa depender de nós e zero controlo do resultado. Se acreditarmos que somos capazes de gerir ao milímetro tudo o que acontecerá, num instante chocamos com a realidade (sempre pronta!).

Esta percepção sobre o que podemos, ou não, gerir, é benéfica para conseguirmos investir energia nas coisas que podemos mudar e para "fazer as pazes" com o factor inesperado da vida. Ao prepararmo-nos para cenários negativos, de forma construtiva e não obsessiva, aumentamos as hipóteses de que o seu impacto seja menor, aceitando-os.

De momento, quero apenas acrescentar que, embora o nosso comportamento e cognição sejam a únicas coisas sobre as quais podemos ter controlo, claro que temos uma pontinha de influência no que nos rodeia. Mesmo em relação com o outro, em que não temos qualquer poder sobre a forma como ele age, contudo, poderemos ter algum impacto na forma como escolhe fazê-lo. E aqui começamos a entrar no mundo mais prático de como podemos aplicar certas abordagens mais construtivas e dinamizar a positividade na nossa rotina. E assim sendo, conforme prometido, fica o até breve!

Despeço-me da melhor maneira que conheço:

Olhe sempre para o lado positivo da vida, com humor!


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